Punta del Este

Punta del Este, 10 a 11 de setembro

Susto! Saindo de praias tranquilas para a ostentação. Ficamos muito impressionados com a riqueza (de “plata”, não de natureza) da cidade. Coisa de primeiro mundo. Punta del Este é uma cidade muito bem planejada  e organizada. Tem muitas opções de restaurantes com comidas internacionais, bares noturnos, cassinos e hotéis caros. Bom gosto é o que não falta na arquitetura dos casarões com seus jardins muito bem elaborados e gramados tipo teletubbies que parecem verdadeiros tapetes verdes.

 

Pequenas cabaninhas... procura o tinkiwinki ali

 

Praia de rico e preços para ricos, nem ousamos comer num restaurante, fomos em uma cafeteria para um lanchinho e nos arrependemos muito, enfiaram uma faca no nosso bolso. Se você tiver um orçamento limitado (como no nosso caso), não deixe de conhecer a cidade, mas cuidado, tudo é muito caro mesmo. A única vantagem é na estadia, pois tem vários albergues bem transados com preços mais em conta. Claro que pra ficar pouco tempo, porque mesmo o barato aqui, para nós ainda é caro.

 

Vista da marina de (bem) longe

 

A praia de punta tem calçadas para caminhada, marina para lanchas (e muitos iates) e mar de um lado e rio do outro. A melhor definição que vi sobre o mar foi no blog  http://www.idasevindas.com.br : “Mar cor de doce de leite”. Claro que não deve ser sempre assim, mas durante o período que estivemos lá essa era a cor. Como praia, Punta del Este é uma bela cidade.

 

Uma das coloridas sereias das ramblas


Adoramos ir para La Barra, atravessar a ponte ondulada, conhecer as praias de Montoya e do Bikini. São praias bem mais joviais com vários ateliers, mercado de pulgas nos fins de semana e bares bem estilosos.

 

Por do sol na ponte ondulada da barra

 

Do outro lado do por do sol... nasce a lua na praia do Bikini

 

Mas imperdível mesmo é ir a Punta Ballena, visitar Casapueblo. Conhecer de perto as obras de Carlos Paez Vilaró. Acho que ele é o artista mais completo de todos os tempo. Para nos muito mais que uma artista, um viajante… o cara é foda! Pintou muitos quadros maravilhosos, murais em todo o mundo, vasos, corpo de mulheres, fez filmes, esculturas, conheceu milhares de personalidade famosas, (Picasso, Salvador Dali, Vinicius de Moraes, Pelé, Brigitte Bardot, Che Guevara, entre muitos outros), viajou o mundo todo e divulgou através de sua arte um pouco de cada povo.

 

Sobre peitos e gatos

 

Mas tem muito mais, a lista de seus feitos é enorme, mas vamos mostrar apenas sua deliciosa casa que projetou e construiu. Casapueblo é um projeto de harmonia e psicodelia. Além de uma localização invejável e um astral fabuloso.

 

Casapueblo, vista do museu

 

Casapueblo, vista da trilha alternativa

Cabo Polonio

Cabo Polonio, 10 de setembro de 2011

Você segue de carro, mas irá parar no caminho, pois a entrada para esse pequeno paraíso só pode ser feita com autorização, ou através dos jipes de turismos. Fomos com os jipes, o custo é de R$15,00 por pessoa e o passeio leva em torno de 45 minutos. Para voltar tem várias opções de horário, mas se preferir tem um pequeno hotel. Na realidade até pensamos nessa possibilidade, mas no caminho demos carona a uma senhora que teve dois sobrinhos que morreram neste hotel por causa do gerador a diesel que libera CO2. Na dúvida preferimos deixar para dormir em outro lugar.

 

Nós no caminhão... até que a cara não é de medo

 

A estrada é de areia fofa, só 4×4 forte lá, sendo que os pneus eram enormes. Ao chegar na praia, segue-se mais uns quilômetros em direção à vila e ao farol. Fiquei assustada já de início com a saída. O carro tem dois andares e estava lotado. Fomos no segundo andar para apreciar mais o visual. O primeiro buraco que passamos parecia que o carro ia virar, toda a gurizada berrando, adrenalina a mil. Foi tenso, mas tínhamos que acreditar que nada aconteceria. Difícil, pois não havia muita segurança, nem controle de número de passageiros, peso, etc. Mas isso que é o bom do passeio, as emoções do caminho são as melhores partes. Na dúvida vá no andar de baixo. Mas não deixe de ir que vai valer a pena.

 

O farol de cabo Polonio... e as florzinhas que a Hanna adorou

 

No caminho já é possível avistar diversas focas brincando no mar. O mar é bem calmo e a areia bem fina.  Você desembarca na vila, sendo que a comunidade da praia é formada, em sua grande maioria, por pequenas casinhas brancas e algumas coloridinhas, naquele estilo meio hippie, porém  organizado.  Tinha até a casa de um morador um tanto quanto suspeito…

 

... sem palavras!

 

Seguindo o costão, você fica vidrado apreciando os lobos marinhos que estão estarrados nas pedras. Eles ficam se espreguiçando, se limpando e discutindo uns com os outros. Tem até barraco no pedaço, parece as vezes que tem um grupo de mulherzinhas discutindo pelo namorado. E você vê tudo isso bem de perto… é vidrante.

 

Uma loba posando pra foto

 

Filho de lobo, lobinho é

 

Na volta pegamos o tempo fechado, uma nave mãe (nuvens escuras) estava se aproximando e nós indo na direção dela. Espetáculo da natureza! Claro que a chuva caiu e nos molhamos um pouquinho. Mesmo assim foi um privilégio sentir o cheiro de terra molhada.

 

A hora da tormenta