Parnaíba

Parnaíba

E no caminho para chegar lá:

 

 

 

Nos surpreendemos com a estrutura da cidade, ruas largas, avenida bem estruturada com diversos quiosques, uma cidade tranquila e com um centro colonial muito bonito com diversas casas coloridas, com muito artesanato e barzinhos que ficam bem animados com som ao vivo no fim do dia. À noite a cidade tem vida, as pessoas vão aos barzinhos, passeiam pelo calçadão e curtem a cidade.

 

 

 

 

O centro tem um mercado público de frutas e verduras muito bem estruturado, carnes frescas inclusive patos, porcos e frangos vivos prontos para o abate. Mas a surpresa mesmo veio durante a noite quando passamos pelo mercado, os vendedores haviam ido embora, mas deixavam todos os produtos ali no mercado que era aberto, seguros de que tudo estaria em ordem no outro dia, não esperávamos encontrar isso pelo Brasil, que bom saber que ainda existe. Melancias expostas nas calçadas esperando sozinha para serem vendidas no outro dia sem medo de serem raptadas por algum mal intencionado.

 

 

 

 

Outro lugar que também nos deixou surpresos foi a praia de Luis Correia com um mar cor turquesa, água quentinha, larga extensão de areia e boa estrutura para banhistas, estacionamento, calçadão com bares e diversos banheiros públicos com chuveirões, coisa que nós em Florianópolis desconhecemos, esse tipo de estrutura não existe em nenhuma praia de nossa ilha.

 

 

Na volta de Luis Correia tem um laguinho bem gostoso pra tomar um banho e curtir uma refeição.

 

 

No centro de Parnaíba encontramos um grupo de paulistas que também estão se aventurando de carro, eles estarão viajando por um ano e vão fazer a rota do Ushuaia até o Alaska, quem tiver interesse em conhecer um pouco desses aventureiros segue o site: http://www.4×1.com.br é muito bom encontrar, mesmo que por pouco tempo, pessoas com a mesma filosofia de vida.

Outra praia para se apreciar na região é a Praia do Sal, uma estrutura rústica, com alguns barzinhos. O farol divide a praia, de um lado o mar é tranquilo e vários barcos descem e sobem com a baixa e cheia da maré. Do outro lado praia com ondas, uma faixa de areia muito boa para caminhada, mas um detalhe bem diferente, apesar de não haver casas pela costa, existem diversos geradores de energia eólica.

 

 

 

 

Mas o passeio que realmente atraí os turistas é o Delta do Parnaíba, um passeio de barco que percorre todo o delta, mas que tem um preço um pouco salgado, por isso resolvemos conhecer fazer o passeio através de um plano alternativo e muito eficaz. Pegar o barco que a população local utiliza como transporte e conhecer uma das vilas de alguma ilha da região. Segundo os barqueiros, existiam vários barcos que vão e voltam da vila diariamente. Lá fomos nós a 15 km por hora, junto com os moradores do vilarejo, apreciando a paisagem do mangue, trocando sorrisos, vendo crianças durante a viagem caírem no sono no colo de suas mães, barcos de pesca em busca de seu ganha pão, e turistas passando em lanchas velozes que custam um fortuna. Infelizmente, quando chegamos, o barqueiro informou que não haveria mais barcos para retornar naquele dia, ficamos chateados, pois a informação quando pegamos o barco era bem diferente. Gentilmente, uma senhora que vivia na ilha ofereceu para ficarmos na sua casa caso não conseguíssemos barco, às vezes um “não” acontece para mostrar a humanidade que existe nas pessoas. E o desespero de ficar sem barco também nos proporcionou mais uma surpresa, foi pedindo informação para uma família de franceses que conhecemos pessoas super queridas e acabamos almoçando juntos e trocando um pouco de conhecimento. Por fim tudo terminou bem, conseguimos o barco para voltar, tivemos um dia agradável e ainda na saída a água do mar invadiu o mangue e, de doce de leite, ficou azulada tornando a paisagem ainda mais exuberante.

 

 

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