Uyuni

Uyuni, 8 a 13 de fevereiro de 2012

 

Bolívia, aqui vamos nós!

 

Passamos a fronteira, sem extorsões e com um atendimento muito simpático da imigração e aduana. Seguimos em direção a Uyuni e no caminho passamos por diversos povoados pequenos. Vida simples, aqui o tempo parece ter parado, as faces morenas e traços indígenas, mulheres com suas tranças longas, saias prendadas e chapéu tipo Charles Chaplin seguram seus bebês nas costas com panos artesanais coloridos feitos à mão. As crianças são as mais lindas de todas. Olhos amendoados, castanhos e pequeninos com rostos redondos. Queria levar uma comigo. Em Uyuni havia muitos turistas ansiosos para conhecer as belezas da região. Nas ruas feiras, mercados, ambulantes e cheiro de fritura, sopa, doces, churrasco e frutas.

 
Camping não é hábito dos bolivianos e não encontramos por aqui, porém as estadias em hotéis são bem baratas, assim como as refeições, é possível achar boas estadias em quartos duplos com banheiro privado por R$40.00 e refeições completas por R$4,00.

 
Fomos fazer o tour de três dias na região, resolvemos não arriscar de ir com o nosso carro, pois o salar danifica muito. No primeiro dia fomos a uma pequena vila para conhecer o processamento do sal e o artesanato local. Os preços são absurdamente baratos, difícil imaginar o lucro do artesanato. O processo de produção do sal é precário e sem nenhuma higiene.

 

Carro do ano na cidade de sal

 

O salar de Uyuni é simplesmente incrível, tivemos a sorte de pegar o período de chuvas e boa parte do salar estava coberto de água. O maior salar do mundo faz com que você se sinta em outro planeta, branco para todos os lados, parece um pedacinho de um sonho.

 

Ainda bem que não era o nosso carro

 

Hanna no montinho de sal

 

Ah, I might as well jump. Jump! To me sentindo o Dave Lee Roth, mas enferrujado

 

Hanna segurando o pau... da bandeira do Brasil

 

julioehanna.com no Salar de Uyuni

 

Flip Uyuni!

 

Carros e pessoas ao fundo

 

Aquelas fotos em casal...

 

No meio do salar, um hotel de sal, foi lá que almoçamos e apreciamos algumas esculturas de sal. Vistamos também alguns olhos do salar que são saídas de água, como os gêisers, só que em temperatura ambiente. Durante a visita e possível ver vários trabalhadores acumulando sal para comercialização. Os montinhos de sal acumulado dão um visual bem legal a paisagem.

 

Hotel de sal com os homenzinhos de sal

 

Pessoal trabalhando

 

Montinhos de sal

 

Olhos do salar e um abobado

 

No caminho para a Laguna Colorada passamos por uma vila de pedras mucho loca.

 

Julio meditando?!

 

Hanna e o buraco

No segundo dia fomos para a Laguna Colorada, chegamos na hora perfeita em que a laguna estava com a coloração avermelhada e diversos flamingos se alimentavam. Que coisa linda, varia as cores de vermelho escuro, branco, esverdeado… maravilhoso.

 

Muitoooosss flamingos na Laguna Colorada

 

Julio ficando louco na Laguna Colorada

 

Uau! Flamingos na Laguna Colorada

Passamos também por diversas lagunas com bórax, a região é rica no composto. Tóxico para nós, porém mais uma vez os flamingos estavam lá. Animaizinhos resistentes a frio, sal, compostos tóxicos, são piores que baratas hehehe.

 
Na Laguna Colarada fiquei apunada pela primeira vez, não consegui acompanhar o Julio nos passeios da tarde. Passei a tarde de cama, com náuseas, diarréia, dores de cabeça, sensação horrível. O Julio foi no período da tarde na Laguna Verde e nos gêiseres, lá o grupo tomou banho nas águas termais e ainda tiveram a oportunidade de pegar uma grande nevasca, isso mesmo, nevasca! Incrível, era o último lugar que imaginávamos, as fotos ficaram incríveis.

 

Montanhas nevadas na Bolívia

 

Laguna Verde

 

Um pedaço do deserto de Dali

 

Banheira quentinha a 5000 m de altitude

 

Durante a noite, eu ainda não estava 100%, mas não foi só eu, pelo menos umas 5 pessoas da hospedagem que estávamos passaram muito mal, o banheiro estava um festival de vômitos, a cada tempo alguém corria no desespero. Estávamos a 4300 metros de altitude. Tem que respeitar a altitude, não é brincadeira.
No dia seguinte tudo estava branco, nevou bastante durante a noite, os carros estavam cobertos de gelo, foi muito legal acordar com as montanhas branquinhas. Segundo os guias é muito raro neve esta época do ano, inesperado, mas surpreendente. Passamos por diversos lagos altiplânicos, desertos, rochas.

 

E olha a vista quando acordamos...

 

Sempre Coca Cola...

 

Visitamos também a árvore de pedra, que pensávamos que era bem maior, pelo menos tinha neve para ficar mais bonito!

 

Hanna e a árvore de pedra

 

Montanhas nevadas na Bolívia, quem imaginaria?

 

Sem palavras...

 

Laguna altiplanica

O rio colorado, um rio caudaloso, antigamente era parte do trajeto das excursões que tinham que atravessá-lo. Muitas vezes algumas vans eram arrastadas pela força da água, o nosso guia parecia admirar muito a ponte sobre o rio, acho que ela facilitou muito a vida deles.

 

Rio Colorado

O final do passeio encerrou no cemitério de trens, bem próximo da cidade de Uyuni. É uma área onde estão acumulados diversos trens que foram utilizados na Bolívia por uns 50 anos. Um ferro velho bem interessante.

 

trenzinho tchu tchu

 

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