Hiato

Hiato, 2 a 6 de setembro de 2011

Chegamos no albergue em Chuí no fim do dia e tínhamos duas missões. A Hanna ajeitou as bagagens e o Julio precisou abrir o interior da porta do carro para ajeitar o vidro da janela. Depois de toda essa função, descobrimos que o nosso gato Zoão, que vive em Florianópolis, estava desaparecido por uma semana. Encaminhamos e-mails a todos os amigos e familiares informando do desaparecimento. Queríamos retornar a Floripa no mesmo dia, mas achamos muito arriscado pegar a estrada durante a madrugada. Resolvemos sair às 5 da manhã do dia seguinte. Depois imaginamos o que teria pensado o pessoal do albergue depois de termos mexido um monte no carro e sair na surdina da madrugada.

Começamos o retorno, muito café e quase mil quilômetros pela frente. Quando o sol começou a nascer, o visual ficou maravilhoso. Tinha uma névoa bem baixa, mal dava para ver a estrada e então deu pra entender por que haviam tantas capivaras atropeladas no caminho, pois nos campos somente conseguíamos visualizar somente a parte de cima das arvores. Brincamos que era uma jardim no céu. Nas estradas, milhares de pássaros pequenos saíam voando sobre nossas cabeças. Apesar da preocupação, a viagem foi maravilhosa.

Quando estávamos quase em Jaguaruna, o Ricardo (irmão do Julio) ligou apavorado para saber o que estava acontecendo. Ele e o Zezo (pai da Hanna) acompanharam a rota pelo rastreador e ficaram apavorados com o súbito retorno. Resolveram então acionar a polícia. Ao passar pelo posto policial de Araranguá tivemos que nos explicar. Ficamos muito contentes com a eficiência. Pediram para abrir o carro para averiguar se realmente estava tudo ok. É bom saber que podemos contar com a segurança quando precisa, apesar de ter sido apenas um mal entendido.

Fizemos uma parada em Imbituba para pegar o nosso grande amigo Albidei (Albreley, Zena, Zenóbio, Urso, Almondega Peluda…) que estava indo para Florianópolis. Ele comentou que achou muito interessante a foto de uns bichos que encontramos em Torres e postamos no blog. Coincidentemente, ele encontrou o mesmo emaranhado de bichos em Imbituba quando estava indo ao trabalho. Ainda não descobrimos o que é, mas parece muito bizarro.

Assim que chegamos em Florianópolis encontramos o nosso gato. Foi um alívio imenso. Aproveitamos que estávamos lá para conhecer um novo bar que abriu no bairro de Coqueiros, na Praia do Meio. Se chama Zé Mané. Ambiente aconchegante à beira mar com ótimas comidas e petiscos e tem degustação de cachaças de todo o Brasil, não deixe de pegar as dicas com o cachacier. Além do excelente custo beneficio e comida muito bem feita.

 

 

 

Começamos a lembrar porque nós sempre engordamos em Floripa. Começa pelo café da manhã, que poderia ser muito simples, mas na casa da vó da Hanna é quase sempre um café colonial. Quando se tenta digerir o que comeu, já tem almoço, depois sobremesa, café da tarde, lanchinho da tarde e janta… e depois petiscos e cervejinha com os amigos. Parece até que vivemos sentados na mesa e não fazemos mais nada da vida. Nesses dois dias comemos pizza, frango assado com batatinhas, tortéi, ravióli, camarão, filé de peixe, bolinhos de mandioca com carne seca, asinha de frango com geleia de pimenta, tortas, etc.

Tudo resolvido, continuamos nossa viagem, agora com a certeza de que nada mais vai acontecer. Fizemos uma paradinha básica em Urussanga para ver nossa sobrinha linda (Paola, filhinha da Lú e do Franco).

Depois do ultimo momentos com a família, seguimos em direção à Tramandaí. Paramos na casa da Tia Rosinha e do tio Luiz, com direito a sopinha de agnoline, carnes cozidas e crem (um molho de raiz forte com vinagre). A Mara, filha deles, nos ensinou uma iguaria, tutano (ossobuco) bem cozidinho com torradinhas… que delícia!

Agora tudo retorna ao Normal!

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