Sucre

Sucre, 15 a 18 de fevereiro de 2012

 

Seguimos para Sucre, finalmente uma estrada boa e com alguns trechos planos. A cidade é no meio de morros, por que não constroem a cidade no plano? Será que inunda? No plano tem rios, verde, flores, e nos morros pedras e concreto. As paisagens até Sucre eram muito bonitas, porém as comunidades muito pobres. Chegando na cidade, surpresa… Sucre é linda, clara e limpa. Realmente nos encantou. Os edifícios históricos são todos brancos, um pouco de arquitetura francesa, mas a grande maioria hispânica. Por fora as casas até não impressionam tanto, mas quando você espia as casas por dentro, um novo mundo se apresenta, são lindos jardins com fontes, pisos coloridos e jardins floridos. Nos divertimos andando pela cidade esperando que alguma porta estivesse aberta para espiar, era sempre uma surpresa. Além de espiar portas, a cidade tem vários atrativos.

 

Hanna em uma das ruas de Sucre

Fomos visitar o museu Casa de la Liberdad, onde tivemos uma agradável visita guiada com o Roberto e nos surpreendemos com esse historiador e pesquisador que fez um livro bem interessante sobre as missões jesuíticas na América hispânica, principalmente na Bolívia.Visitamos muito ruínas jesuíticas no Paraguai, Argentina e Brasil, mas não tínhamos a mínima ideia que na Bolívia elas não foram destruídas. Os edifícios continuam preservados e são absolutamente lindos, me agrada ver a mistura da arquitetura barroca com os traços indígenas, pena estar fora de nossa rota e ser tão pouco divulgado, mas gostaríamos muito poder ter uma outra oportunidade para visitá-las.

 

Casa de la Liberdad, Sucre

Descobrimos que aqui na Bolívia eles também tiveram uma guerreira importante para a história, que sacrificou a própria família pela sua causa, burra ela, mas cada um tem seus motivos. O divertido é que tem uma imagem como sendo uma mulher bem bonita, dá um look na foto.

 

Heroína dos Bolivianos... um pouco hollywoodiana?

Vale muito a pena visitar também o museu de arte indígena. Conhecer um pouco mais das tradições dos andinos, sua música, arte, comida, modo de viver e os trabalhos têxteis. É incrível a quantidade de detalhes e significados que seus artesanatos expressam. As mulheres quando produzem o artesanato não tem nenhum esboço, criam todas as imagens na hora de acordo com o que imaginam e criam desenhos prefeitos sobrepondo linha após linha, e é possível ver elas produzindo os tecidos no museu. Também tem alguns objetos incas de mais de mil anos.

 

Boneco de oferendas

 

Violero!

 

Trabalho artesanal textil feito por mulheres de tribos ao redor de Sucre

 

Trabalho artesanal feito pelos homens das tribos

Sucre tem coisas ainda mais antigas para se conhecer, como o parque cretáceo. O parque possui diversas estátuas de dinossauros em tamanho real, muito perfeitas, mas o que impressiona é um enorme paredão de um morro, que a princípio não passa disso, mas quando você se da conta, começa e enxergar diversos caminhos com pegadas de diferentes espécies de dinossauros que ali viveram.

 

Hanna achou um esqueminha

 

Olha os detalhes do bixinho

 

To com fome!

Não deixe de visitar também o mercado central, lá você encontrará uma grande variedade de frutas, verduras, condimentos e centenas de cozinhas com comidas típicas. A higiene não agrada muito, mas com certeza você poderá encontrar comidas bem saborosas a preços ridículos de baratos. Claro que a mão que pega o dinheiro será a mesma mão que pega a tua comida, eles adoram usar as mãos. Se você não tiver coragem para isso, vá um restaurante mais turístico, mas tenha certeza de que eles estarão servindo tudo com a mão, certas coisas são culturais. Se você não tiver estomago pra isso, é melhor não vir à Bolívia.
A comida número um é a fritura, os bolivianos adoram uma gordurinha, frango frito, pastel, batata frita. O franguinho frito deles é absurdamente gostoso, mas cuidado pra não exagerar, a tentação é grande e cada esquina você vai se encontrar com ele te chamando.
Dica sobre estadia, sempre verifique os quartos, cheire os lençóis e travesseiros, pois a higiene em muitos hotéis deixam a desejar. E nem sempre estrelas dizem alguma coisa, encontramos hotéis de uma estrela bem mais limpos que de 3 ou 4. Os preços também deixam o bolso feliz.

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