Puno e Titicaca

Puno, 25 a 27 de fevereiro de 2012

 

Tivemos que pagar uma extorsão na entrada do Peru, pois é obrigatório o seguro contra acidentes, conhecido como SOAT. A policia, é claro, se aproveita da situação, sabem que a próxima cidade para que possamos fazer o seguro fica a uma hora da fronteira e ganham um bom lucro com os turistas. Esses corruptos aproveitam esta brecha burocrática que nos impede de fazer o seguro antes de entrar no país. Mas tudo bem, sabemos que existem policiais corruptos em qualquer lugar e sempre nos dão prejuízos, mas os de fronteira são sempre os piores, queria que os países se preocupassem um pouco mais com suas fronteiras, pois esta é a porta de entrada do turista e com uma entrada assim fica uma péssima impressão.

 

Existe uma lei ridícula no Peru que dá a oportunidade de pagar impostos mais baixos caso sua casa esteja inacabada, resultado: ninguém termina suas casas, o que deixa a maioria das cidades horríveis. Casas de tijolo sem reboco com ferros saindo para todos os lados. Puno, nossa primeira cidade do roteiro, não é diferente. A cidade tem uma linda Plaza de Armas, mas é só, o resto é tudo inacabado. Mas isso são detalhes, estamos adorando o povo peruano, que se mostraram muito simpáticos, extrovertidos e sabem atender muito bem ao turista. Ficamos impressionados com a comida, muito deliciosa e os artesanatos de altíssima qualidade. Isso que nem começamos os passeios turísticos.

 

Fomos conhecer as ilhas flutuantes de Uros e ilha de Taquile. Começa pelo barco, depois da Bolívia o que viesse era lucro, e saímos no lucro mesmo, barcos bem estruturados, com banheiro, guias simpáticos, bancos com encosto e o principal, tinha motor de verdade. Assim que chegamos nas ilhas flutuantes, ficamos impressionados. Ilhas de palha, com lindas Cholas de roupas coloridas nos recebendo com sorrisos tão simpáticos que dá vontade de abraçar.  Dá pra sentir o chão fofo da palha, elas andam descalças sobre essas pequenas ilhas, que há muitos anos serviu de refúgio e hoje é um atrativo turístico e histórico incrível. Lá você vai conhecer a forma como as ilhas são construídas e como vivem as famílias, o que produzem, comem, conhecer suas casas, artesanatos. Não parece ser fácil, conviver com tanta umidade, pouco acesso a comida, mesmo assim eles pareciam felizes. Passeamos um tempo nos barcos típicos de palha, ouvindo as crianças cantarem e entreterem os turistas com suas vozes delicadas. É um passeio mais que agradável, inspirador.

 

Uma das ilhas flutuantes de Uros

 

Crianças aymaras a bordo do barco de totora.

 

Busão das ilhas de Uros

 

Rita, a cozinheira de uma das ilhas.

 

Artesanato da ilha

 

Entrada de uma das ilhas de Uros

 

Cholinha e seu mascote

 

Ilhas flutuantes de Uros, feitas de palha (totora)

 

Adiós simpático dos aymaras de uma das ilhas de Uros, no lago Titicaca

 

A ilha de Taquile também nos surpreendeu muito, por sua história e artesanato. As pessoas que vivem lá comem apenas peixe, saladas e vegetais e têm uma expectativa de vida de 90 anos, imagina isso?! O mais interessante é que suas vestes os identificam como situação civil e autoridades. Em Puno vimos alguns velhinhos e homens com gorros bem coloridos e sempre pensava que divertido, mas um pouco afeminado, descobri que esses gorros eram para identificar as autoridades da ilha. Os homens que usam gorro metade vermelho, metade branca são os solteiros, os que usam gorro todo vermelho são casados e todos usavam com orgulho. As mulheres tinham um manto preto com pompons. Pompons pequenos eram as casadas e grandes para as solteiras. As mulheres são tímidas e os homens nem tanto. A UNESCO considera que esta ilha possui os melhores artesanatos têxteis do mundo, não sei se são os melhores, mas a qualidade de seus trabalhos era realmente muito boa. Claro que não poderia faltar uma sopinha de quinua e um peixe para almoço para fechar esse delicioso passeio com chave de ouro.

 

Quechuas subindo os morros da ilha de Taquile... dale pernas fortes!

 

Moleques quechuas brincando na Plaza de Taquile, notem os gorrinhos

 

Um dos "otoridades" da ilha... sacaram o gorrinho mesmo escondido?

 

Hanna e a criançada quechua na ilha de Taquile, lago Titicaca

 

Mais ainda pra finalizar o dia, comemos na Plaza de Armas com uma bela vista para a apresentação do carnaval, pena não levarmos a máquina para tirar fotos dos diversos casais que estavam dançando em sincronia em torno da praça um evento que pudemos apreciar de camarote.

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