Santiago

Santiago, 18 a 19 de agosto de 2011

Aline e o Diogo são dois amigos muito queridos que vivem em Floripa mas são de Santiago. Eles nos indicaram alguns pontos da cidade para visitar e ainda nos ofereceram para ficar na casa da mãe do Diogo, a senhora Dinorá. Fomos muito bem recebidos pela Dinorá e seu marido Otelo. Ela é professora de piano e também toca gaita e nos fez uma linda apresentação de musica tradicional gaúcha e também tocou um belo tango. Otelo é um verdadeiro artista, desenha com traços maravilhosos e cria esculturas muito criativas, tendo como inspiração as tradições gaúchas.

 

Acampamento gaúcho - by Otelo Ribeiro

 

O ponto turístico que nossos amigos indicaram como o melhor da região foi a Gruta da Linha 1, também conhecido como a Gruta da Nossa Senhora de Fátima, na cidade de Nova Esperança do Sul. Esta gruta fica numa fazenda muito simples. Custa apenas R$3,00 para se surpreender com mais um desses cantinhos maravilhosos perdidos em meio a uma natureza exuberante. Você desce em uma gruta que abre para uma grande galeria com vários túneis. Ao lado de uma das galerias tem um pequeno lago no qual a água surge de uma pequena abertura no chão. Um dos túneis tem  aproximadamente 80 metros e termina em outra fazenda, fizemos apenas uma parte deste percurso. O outro túnel segue em direção à Cascata do Véu de Noiva e a Cascata Número 2, como eles denominaram… parece cenário de filme.

 

Hanna e a cascata

 

Nossos amigos nos indicaram para jantarmos no Ponto X. Lá pedimos um lanche maravilhoso. Agora entendemos por que eles reclamavam dos nossos lanches em Florianópolis, sempre dizendo que o X no RS é mais gostoso. Temos que dizer que eles tinham toda a razão. O X dos gaúchos é bom, pois tem um molhinho que eles colocam no lanche que é todo especial e o lanche fica…  molhadiiiiiinho.

A dona Dinorá e o Otelo nos levaram para conhecer um pouco da cidade. Fomos ao museu municipal e na antiga estação de trem recém reformada. No museu eles valorizam muito a cultura, história e personagens da região e do estado. Você encontra artefatos interessantes como fotos, louças, armas e acessórios usados em guerras e batalhas locais e internacionais. Além disso, descobrimos que alguns dos nossos indígenas locais eram canibais e usavam a técnica do encolhimento de cabeça. Eles comiam o corpo mas tiravam a cabeça e a encolhiam… bem bizarro.

 

Querida, encolhi a cabeça!

 

A antiga estação de trem foi muito bem restaurada. Dentro você poderá conhecer um pouco da história da estação e da cidade. Achamos interessante a evolução da malha ferroviária do RS, que em torno de 1960 era bem completa e ligava os principais centros do estado. entretanto, a grande maioria encontra-se hoje desativada. Na estação, o espaço é aberto também para escolas fazerem oficinas de estudo. No local onde era o antigo restaurante e ambulatório para os funcionários do trem hoje funciona o cinema da estação que apresenta filmes antigos e concertos musicais. Desde a inauguração, em janeiro de 2011 eles já obtiveram 6000 visitantes. Para se ter uma ideia, nas ruínas de São Miguel desde janeiro até o momento foram 25000 visitantes. Sendo que as ruínas são bem mais divulgadas nacionalmente.

 

Estação ferroviária de Santiago

 

Ainda para finalizar o delicioso passeio, nos levaram para um delicioso almoço. Sem palavras para agradecer a esse querido casal que nos acolheu como se fôssemos da família.

Após Santiago, fomos para Mata, local conhecido pelos sítios paleontológicos. Lá eles possuem jardins com fósseis de árvores petrificadas de mais de 200 milhões de anos. É também conhecido como a região dos dinossauros. Descobrimos que lá foram encontrados alguns fósseis de dinossauros. No museu local tem alguns fósseis e réplicas de crânios gigantes de dinossauros ali encontrados… coisa de novela das 7… hahahha. Deu pra perceber que pela ignorância dos administradores da cidade ou interesse de sabe-se lá quem, nada foi mantido na região. Inclusive as árvores petrificadas, muito valorizada em museus e universidades do mundo todo, lá são banalizadas, usadas como decoração de jardins, suporte de bancos públicos quebrados, piso de chão, estrutura para construção de muros comuns e outras bizarrices. Muitos na cidade tratam estes fósseis como simples pedras. Lá, encontramos uma praça com um tronco maravilhoso de uns 10 metros que nem placa tinha indicando a localização desta obra pré histórica da natureza. Por um lado, é lindo poder ver essas preciosidades tão de perto com tanta naturalidade. Por outro, ficamos tristes com o descaso com as maravilhas que temos em nosso pais e que poderiam atrair muito turismo na região.

 

Banquinho e o "toco" (árvore fossilizada de 230 milhões de anos)

 

Tronco de árvore fossilizado

 

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São Miguel das Missões

São Miguel das Missões, 16 a 18 de agosto de 2011

A cidade é bem pequena e com poucas opções para hospedagem e alimentação. Lá tem uma pousada com albergue, acredite que para dormir num quarto com vários estranhos e usar banheiro coletivo o valor que eles estavam cobrando era de R$55,00 por pessoa. As vezes eu acho que tem viajante com placa de IDIOTA na testa, pois os quartos estavam lotados. Acreditem ou não, o dono do hotel é um dos presidentes da Hostelling International . Acho que ele não tem noção do que é ser um mochileiro. Por isso muitos viajantes estrangeiros reclamam da rede de albergues no Brasil, pois os hotéis e pousadas acabam sendo mais em conta. Óbvio que fomos atrás de um hotel com quarto e banheiro individual, cama de casal, ar condicionado e televisão pagando muito menos.

Acordamos cedo para aproveitar o lindo dia de sol. Fomos direto para o sítio arqueológico de São Miguel. Lá, ficamos passeando e xeretando cada canto. Atrás das ruínas tem um pomar com laranja, limão siciliano, bergamota e outras frutas fresquinhas para pegar do pé e comer ali mesmo enquanto aprecia um pouco da nossa história. Ali também tem árvores com raízes incrustadas nas ruínas. Imagina como deveria ser aquela estrutura completa e a vida dos que viviam ali.

 

Ruína de São Miguel das Missões

 

... as árvores somos nozes.

 

Na saída do sítio, o Julio com seu super ouvido perceptivo ouviu um barulho diferente no carro e ao abrir o capô, lá estava a correia do alternador um pouco deslocada e roída. Fomos direto numa oficina mecânica em Santo Ângelo e,  para a nossa surpresa (e tristeza), a bomba hidráulica estava quebrada. Passamos a tarde no mecânico e nos deparamos com uma continha bem salgada…  buááááááááá. Lá se vai a grana do estepe extra. Mas faz parte. Aproveitamos para ver a catedral de Santo Ângelo que é uma réplica da igreja de São Miguel. Durante a visitação das ruínas, sentimos falta de uma maquete para entender melhor a estrutura do monumento, pois o que tinha era simples e sem graça. Gostamos muito de poder apreciar a réplica em tamanho real. Bem melhor que uma maquete, vocês não acham?

 

Réplica da Igreja das Missões

 

Para finalizar o dia com chave de ouro retornamos a São Miguel para assistir ao espetáculo de som e luzes com a história das missões tendo como cenário as ruínas. Esta apresentação ocorre todos os dias às 20h. O ingresso custa apenas R$5,00 mas o espetáculo não tem preço. Teve até um momento em que o som do espetáculo fez som de vento e coincidentemente sentimos uma forte brisa soprar. De brinde ainda recebemos um céu perfeito para apreciar as estrelas em meio um cenário histórico.

 

Espetáculo de som e luzes

 

 

Derrubadas

Derrubadas, 16 de agosto de 2011

Em Derrubadas fica o salto do Yucumã que é a maior queda longitudinal do mundo. Todos que nos falaram dessa maravilha da natureza ficaram impressionados. Foram várias horas de viagem e finalmente chegamos lá… decepção total, pois não pudemos apreciar o salto devido às fortes chuvas que ocorreram na região. O nível da água subiu a ponto de eliminar a vista do salto. Segundo os guias, o rio estava nove metros acima da queda. As fotos do cartão postal que compramos nos deu ainda mais vontade de visitar, mas teremos que deixar essa aventura para um outro momento, e então resolvemos seguir viagem para São Miguel das Missões.

 

Vejam o que perdemos... fonte: http://paoeecologia.files.wordpress.com