Bogotá

Bogotá, 17 – 21 de abril de 2012

Enfim Colômbia! Atravessamos tranquilamente a fronteira sem qualquer problema ou extorsões e seguimos para Ipiales para fazer o seguro obrigatório da Ranger. Almoçamos em um restaurante delicioso e estava observando um lindo quadro de uma igreja em meio às montanhas e, para minha surpresa, esta igreja ficava a 15 minutos de onde estávamos. Paramos pra fazer o seguro em um supermercado, detalhe que era domingo, ficamos impressionados com o preço dos eletrodomésticos que estavam absurdamente baratos. Logo após, seguimos para a Iglesia las Lajas, uma obra desconhecida por nós que nos causou muito impacto. Em meio a um lindo vale com cascata, lá estava aquela enorme obra toda de tijolos, cuidadosamente pintada de cinza e a parte do rejunte de branco. Sua entrada dá continuidade a uma ponte feita de grandes arcos e adornada com anjos brancos tocando instrumentos musicais. A ponte cruza o rio que cai da cascata e divide o vale, ficamos muito surpresos.

Iglesia Las Lajas – Ipiales, Colômbia

Seguimos dali para Bogotá, levou três dias de viagem por serras e mais serras. Conhecemos Cali de passagem, mas a cidade pareceu bem interessante. Da Bolívia até o Equador, passamos por diversas comunidades indígenas, mas na Colômbia já se pode ver comunidades negras, com pessoas altas e com o físico muito bem definido, suas vilas eram muito simpáticas com casas simples, mas bem organizadas. Gostaríamos de ficar mais tempo para conhecer melhor essas comunidades, mas estávamos com o cronograma um pouco apertado e optamos por seguir direto a Bogotá. Foi uma viagem bem cansativa, as estradas estavam boas, mas eram muitas serras e um fluxo muito intenso de caminhões.

Bogotá é conhecida como a segunda cidade que mais contém construções de tijolos a vista, depois de Londres. Nossa primeira impressão foi de uma mistura de São Paulo com características coloniais espanholas. Uma cidade que foi nos impressionando à medida que fomos conhecendo, tem vida, música, cor. Dois passeios imperdíveis para se fazer é o Museu do Ouro e o Museu de Botero, um dos meus artistas preferidos. É difícil na sociedade de hoje sair das formas padronizadas e se destacar como o Botero utilizando traços e formas tão leves em figuras tão pesadas.

Detalhe do bonequinho de ouro, acho que tinha uns 3 cm de altura!! No Museo del Oro, em Bogotá

Hanna e a Monalisona de Botero

El Gaton de Botero

O que deu um colorido extra aos nossos passeios e curtição por esta metrópole foi nosso amigo Francisco, um simpático colombiano super atencioso que conhecemos no Perú e nos encontrou por ali. Com ele fomos a um show de jazz da banda Nowhere Jazz Quintet no bairro La Candelária com um dos melhores bateristas do país, o Juan Camilo Anzola, amigo de Francisco. Foi uma noite muito boa! Boa comida, boa cerveja, boa musica e boa companhia.

Bairro La Candelária, Bogotá

Ruas coloridas de Bogotá

Assim como o Julio, ele também é apreciador de guitarras e lá foram os dois fazer um tour pelas lojas de instrumentos musicais que são milhares e os preços bem convidativos. O Julio parecia uma criança em parque de diversões e estava enlouquecido, pois muitos instrumentos estavam mais baratos que nos EUA. Além disso, fomos a deliciosos restaurantes de comidas tradicionais, experimentamos diversas guloseimas da culinária colombiana. Apreciamos muito a carne de capivara assada e os pães são de babar. Lá também se come muitos doces que lembram os doces de nossas festas juninas, rapadura, goiabada, doce de leite, tudo envolto em folhas de milho, uma delícia. Outro lanche tradicional são as arepas, uma massa de milho que lembra uma tapioca, eles fazem com recheio de tudo, tanto salgado quanto o doce, mas o tradicional é de queijo.

Churrasquinho Colombiano com a famosa Cola & Pola

Nosso passeio se tornou perfeito quando fomos assistir a banda The Joint,  cover de Led Zeppelin, o mais perfeito que poderia existir, com o mesmo super baterista da banda de jazz que havíamos assistido anteriormente. Queria poder ter ao nosso lado diversas pessoas que sei que iriam amar. A banda é de tirar o chapéu, como diria minha avó. Eu disse pro Julio que acho que eles tocam melhor que a banda original… o vocalista incorporou o Robert Plant em tudo. Cantava, dançava, fazia a mãozinha, girava o microfone… mandou muito bem. O baterista, que antes estava super zen com a banda de jazz, incorporou um monstro agressivo, fora do sério, ficamos muito felizes com essa oportunidade.

julioehanna.com no show cover de Led, The Joint! Muito bom mesmo! Depois de ter assinado a bandeira do nosso amigo Francisco Salcedo!

Hanna e nosso grande amigo Francisco Salcedo!

O que nos assustou na cidade são os táxis, apesar de terem preços acessíveis, eles são loucos de pedra, por pouco não atropelam o povo, correm demais. Para se precaver é melhor sempre buscar o número de alguma empresa de táxi confiável, onde os táxis serão mais tranquilos, caso contrário, tem muitos ônibus pela cidade e são bem baratos. Lá, também descobrimos que existe o famoso passeio de táxi milionário, onde alguns “taxistas” te deixam em lugares ermos e te assaltam. Claro que nada muito diferente do que já havíamos escutado no Brasil

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