Santa Marta

Santa Marta, 26 de abril a 02 de maio de 2012

 

Depois de Cartagena, fomos a Santa Marta com os pais do Júlio e ficamos no El Rodadeiro, uma das praias mais populares de lá. Infelizmente o tempo não colaborou, pois estávamos na temporada de chuvas. Mesmo assim foi possível apreciar a beleza do parque Tayrona, que possui praias preservadas longe da humanidade.

 

Vista de El Rodadeiro – Santa Marta, Colômbia

 

Santa Marta tem uma orla simpática com muitos edifícios e larga extensão de areia, onde à noite muitos músicos locais se reúnem à beira mar para tocar salsa, tirar um troco e divertir os turistas. Como a cidade é turística possui vários restaurantes bons, inclusive a Hanna comeu o que considerou uma das melhores carnes que já havia comido.

Nos despedimos dos pais do Júlio e ficamos mais alguns dias em um simpático camping para poder nos organizar e fazer a manutenção do carro. Neste camping encontramos vários animais, incluindo uma iguana e um esquilo muito particular, completamente ruivo. O pessoal do camping disse que ele era um sobrevivente, pois de todos os esquilos que viviam na região, ele foi o único que escapou dos gatos, que não eram poucos. Era uma atração especial observá-lo fugindo de todos os gatos com agilidade, porém muito medo. Até quando ele vai sobreviver?? Acho que já era!!!

 

A iguana do camping!

 

O esquilo mágico!

 

Na procura de uma praia linda de águas clarinhas da costa do Caribe, nós saímos de carro vagando e perguntando aos moradores. Chegamos a uma costa, que nem sabemos o nome, e encontramos uma prainha particular com difícil acesso, ou seja, tínhamos a praia somente para nós dois.

 

Prainha escondida em Santa Marta!

 

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Cartagena

Cartagena

 

Mais algumas várias horas por serra, curvas e mais curvas até chegarmos à região do litoral em direção à Cartagena. Ficamos surpresos com a linda cidade, mas o que realmente gerou grande expectativa foi a próxima grande visita que iríamos receber. Fomos ao aeroporto buscar os pais do Julio, mais uma vez estávamos no aconchego da família e também iríamos comemorar uma data muito especial, em 23 de abril Julio entrava na casa dos 30 e estaríamos ali em família em um lugar realmente lindo para festejar.

 

Uma das praias de Cartagena

 

É sempre uma alegria estar perto da família e uma emoção indescritível para ambas as partes depois de tanto tempo distantes. Com eles, tivemos momentos muito agradáveis pela cidade que nos surpreendeu. A cidade velha tem uma grande muralha que, a principio, parece de pedra, mas boa parte da estrutura é de coral, e o forte protege uma cidade colonial belíssima, onde os comerciantes das grandes fortunas extraídas do país viviam e negociavam ouro e pedras preciosas. O passeio é uma volta ao tempo e junto com a história você aprecia as casas coloniais com muitas flores nos balcões, conhece museus e passa por diversas lojas de jóias com foco na venda de esmeraldas.

 

Hanna, Marília e Carlos na cidade murada de Cartagena.

 

Uma das ruas da cidade murada de Cartagena

 

Encontramos um ator de cinema na frente da estátua de Botero…

 

Uma das charmosas casas de Cartagena

 

No centro de Cartagena

 

Para quem não conhece, a Colômbia é o maior produtor de esmeralda do mundo até quando, não se sabe, pois eles estão extraindo o último grande foco de esmeraldas que existe. Ali também é possível se divertir com os bares que tocam a autêntica música colombiana, um ritmo de salsa muito animado.

 

A famosa esmeralda colombiana

 

Hanna no museu da inquisição…

 

Fora do forte tem a parte moderna com hotéis que são verdadeiros arranha céus, ótimos restaurantes, praia com uma beira-mar estruturada com bares e calçadão, ficamos impressionado com a limpeza que era feita durante a noite na areia que era completamente varrida, claro que era uma área nobre. O objetivo principal na Colômbia era encontrar com as verdadeiras águas claras e quentes do caribe, para isso necessitávamos ir até as ilhas próximas de Cartagena, infelizmente choveu muito e não tivemos muita sorte, pois o mar ficou um pouco turvo. Mesmo assim, foi possível colocar o snorkel e apreciar uma variedade de peixes coloridos entre os corais. Ficamos na praia chamada de Bahia Blanca, onde a estrutura é um pouco precária para almoço e necessidades básicas, o que torna o passeio uma aventura. Sacolejamos muito pelas marolas no retorno, mas ficam as boas lembranças deste passeio único. Tivemos também a comemoração do aniversário do Julio com uma deliciosa caçarola e brindes desejando sempre muito profundamente que a felicidade que temos hoje continue até o fim de nossas vidas. Não existe melhor presente do mundo como estar perto das pessoas que amamos. Mas ainda teríamos um tempinho a mais na companhia do Carlos e da Marília, seguimos juntos então para Santa Marta.

 

23 de abril! Aniversário do Julio! Muitas felicidades nessa noite incrível!

Bogotá

Bogotá, 17 – 21 de abril de 2012

Enfim Colômbia! Atravessamos tranquilamente a fronteira sem qualquer problema ou extorsões e seguimos para Ipiales para fazer o seguro obrigatório da Ranger. Almoçamos em um restaurante delicioso e estava observando um lindo quadro de uma igreja em meio às montanhas e, para minha surpresa, esta igreja ficava a 15 minutos de onde estávamos. Paramos pra fazer o seguro em um supermercado, detalhe que era domingo, ficamos impressionados com o preço dos eletrodomésticos que estavam absurdamente baratos. Logo após, seguimos para a Iglesia las Lajas, uma obra desconhecida por nós que nos causou muito impacto. Em meio a um lindo vale com cascata, lá estava aquela enorme obra toda de tijolos, cuidadosamente pintada de cinza e a parte do rejunte de branco. Sua entrada dá continuidade a uma ponte feita de grandes arcos e adornada com anjos brancos tocando instrumentos musicais. A ponte cruza o rio que cai da cascata e divide o vale, ficamos muito surpresos.

Iglesia Las Lajas – Ipiales, Colômbia

Seguimos dali para Bogotá, levou três dias de viagem por serras e mais serras. Conhecemos Cali de passagem, mas a cidade pareceu bem interessante. Da Bolívia até o Equador, passamos por diversas comunidades indígenas, mas na Colômbia já se pode ver comunidades negras, com pessoas altas e com o físico muito bem definido, suas vilas eram muito simpáticas com casas simples, mas bem organizadas. Gostaríamos de ficar mais tempo para conhecer melhor essas comunidades, mas estávamos com o cronograma um pouco apertado e optamos por seguir direto a Bogotá. Foi uma viagem bem cansativa, as estradas estavam boas, mas eram muitas serras e um fluxo muito intenso de caminhões.

Bogotá é conhecida como a segunda cidade que mais contém construções de tijolos a vista, depois de Londres. Nossa primeira impressão foi de uma mistura de São Paulo com características coloniais espanholas. Uma cidade que foi nos impressionando à medida que fomos conhecendo, tem vida, música, cor. Dois passeios imperdíveis para se fazer é o Museu do Ouro e o Museu de Botero, um dos meus artistas preferidos. É difícil na sociedade de hoje sair das formas padronizadas e se destacar como o Botero utilizando traços e formas tão leves em figuras tão pesadas.

Detalhe do bonequinho de ouro, acho que tinha uns 3 cm de altura!! No Museo del Oro, em Bogotá

Hanna e a Monalisona de Botero

El Gaton de Botero

O que deu um colorido extra aos nossos passeios e curtição por esta metrópole foi nosso amigo Francisco, um simpático colombiano super atencioso que conhecemos no Perú e nos encontrou por ali. Com ele fomos a um show de jazz da banda Nowhere Jazz Quintet no bairro La Candelária com um dos melhores bateristas do país, o Juan Camilo Anzola, amigo de Francisco. Foi uma noite muito boa! Boa comida, boa cerveja, boa musica e boa companhia.

Bairro La Candelária, Bogotá

Ruas coloridas de Bogotá

Assim como o Julio, ele também é apreciador de guitarras e lá foram os dois fazer um tour pelas lojas de instrumentos musicais que são milhares e os preços bem convidativos. O Julio parecia uma criança em parque de diversões e estava enlouquecido, pois muitos instrumentos estavam mais baratos que nos EUA. Além disso, fomos a deliciosos restaurantes de comidas tradicionais, experimentamos diversas guloseimas da culinária colombiana. Apreciamos muito a carne de capivara assada e os pães são de babar. Lá também se come muitos doces que lembram os doces de nossas festas juninas, rapadura, goiabada, doce de leite, tudo envolto em folhas de milho, uma delícia. Outro lanche tradicional são as arepas, uma massa de milho que lembra uma tapioca, eles fazem com recheio de tudo, tanto salgado quanto o doce, mas o tradicional é de queijo.

Churrasquinho Colombiano com a famosa Cola & Pola

Nosso passeio se tornou perfeito quando fomos assistir a banda The Joint,  cover de Led Zeppelin, o mais perfeito que poderia existir, com o mesmo super baterista da banda de jazz que havíamos assistido anteriormente. Queria poder ter ao nosso lado diversas pessoas que sei que iriam amar. A banda é de tirar o chapéu, como diria minha avó. Eu disse pro Julio que acho que eles tocam melhor que a banda original… o vocalista incorporou o Robert Plant em tudo. Cantava, dançava, fazia a mãozinha, girava o microfone… mandou muito bem. O baterista, que antes estava super zen com a banda de jazz, incorporou um monstro agressivo, fora do sério, ficamos muito felizes com essa oportunidade.

julioehanna.com no show cover de Led, The Joint! Muito bom mesmo! Depois de ter assinado a bandeira do nosso amigo Francisco Salcedo!

Hanna e nosso grande amigo Francisco Salcedo!

O que nos assustou na cidade são os táxis, apesar de terem preços acessíveis, eles são loucos de pedra, por pouco não atropelam o povo, correm demais. Para se precaver é melhor sempre buscar o número de alguma empresa de táxi confiável, onde os táxis serão mais tranquilos, caso contrário, tem muitos ônibus pela cidade e são bem baratos. Lá, também descobrimos que existe o famoso passeio de táxi milionário, onde alguns “taxistas” te deixam em lugares ermos e te assaltam. Claro que nada muito diferente do que já havíamos escutado no Brasil