Buenos Aires

Buenos Aires, 15 de outubro a 15 de novembro de 2011

Viajamos durante 3 dias, fizemos 1500 km com muita calma. Perdemos vários minutos em postos policiais, pra variar. Dormimos em postos de combustíveis, conversamos com vários caminhoneiros, comemos onde eles comem e, por sinal, comem muito bem. No último dia de viajem antes de chegar a BA, aproveitamos para acampar e dormir uma última noite na nossa querida e confortável barraca, pois ficaríamos 1 mês em um estúdio flat. Acampamos em Zarate, que fica a mais ou menos 60 km de BA, uma cidade que contém várias indústrias e aparentemente muito rica. Para chegar à região dos campings, você tem que atravessar uma ponte bem interessante, de aproximadamente 4 km, mas para isso tem que pagar um bom pedágio para atravessá-la, porém quase todos os campings oferecem uma autorização isentando você de pagar o pedágio cada vez que precise ir ao centro da cidade. Lá, ficamos no camping El Faro, que fica à beira do canal. O canal é pequeno, mas os barcos que passam por lá são enormes. Tivemos a oportunidade de conhecer Juan Carlos, o simpático dono do El Faro, que nos preparou um delicioso churrasco de costela a moda argentina, acompanhado de cerveja e surpreendentes histórias sobre a vida. Ele fez daquele pequeno pedacinho de terra um delicioso paraíso com muitas flores muito bem cuidadas, onde ele passa muito tempo trabalhando, e neste pequeno paraíso que ele busca a tranquilidade para a cura de seu câncer. Estamos torcendo por ele.

 

Camping El Faro em Zarate

 

Buenos Aires finalmente! Chegamos no sábado pela manhã, o transito estava calmo. A localização do apartamento que alugamos foi perfeita, próximo da 9 de Julio, da praça do Congresso, da Casa Rosada, o que nos possibilitou de conhecer os principais pontos turísticos a pé. Para quem tiver interesse de ficar em BA com a comodidade de uma casa, existem vários sites de imobiliárias que alugam apartamentos para turistas sem burocracia, você escolhe o tempo que deseja permanecer, o contrato é simples e tem apartamentos para todos os gostos e bolsos. Em geral são bem mais baratos que hotel e a conta de água, gás, energia, tv a cabo e internet (nem sempre) estão inclusas no valor da diária, a única taxa extra é da limpeza, que não é cara. Nos primeiros dias esquecemos que éramos turistas e tiramos um tempo para brincar de casinha, antes de começar a ser turistas.

 

Brincando de casinha!

 

Depois resolvemos virar turistas típicos, fizemos um passeio com aqueles ônibus de dois andares para conhecer os principais pontos turísticos e descobrir quais eram os mais interessantes para desfrutarmos com mais tempo. Nas informações turísticas recebemos um guia para conhecer BA a pé. As duas opções são interessantes. De ônibus você aprecia o que BA tem de melhor para oferecer em um único dia. Não deixe de fazer o roteiro durante o dia e durante a noite, é sempre bom conhecer a versão noturna da cidade. A pé com calma, você visita todos os pontos, tira todo o tempo necessário para fazer lindas fotos, sentir o cheiro dos diversos restaurantes que se encontram no caminho, entrar e sair dos museus sem pressa e descobrir muitas surpresas no caminho.

 

Vista do obelisco de uma das grandes avenidas!

 

Tivemos a oportunidade de chegar à véspera das eleições e acompanhar os protestos dos socialistas. Por que será que nunca vejo os capitalistas protestando? Sei o que responder, mas acho que muitos amigos meus não vão gostar da minha opinião…

 

Protestos no meio da avenida 9 de Julio

 

Protesto no dia da eleição

 

Várias pessoas nos perguntaram o que iríamos fazer durante um mês inteiro em Buenos Aires. Realmente, um mês é muita coisa, porém a cidade tem muito a oferecer. Todo dia fazemos um roteiro diferente, e mesmo assim sempre parece que temos pouco tempo para tanta coisa. O que desfrutar? São muitas opções de livrarias, cafés deliciosos, bares, restaurantes, pizzarias, música, teatros, museus, feiras, parques, monumentos, arquitetura e tango. Achou pouco? Aproveitamos também este tempo para rever algumas pessoas queridas. Tivemos a oportunidade de encontrar a Lia, prima do Julio, que vive em BA e recebemos também a visita dos nossos queridos cunhados Ricardo e João. Curtimos balada, pub, restaurantes, fizemos compras, refizemos turismo e matamos um pouco da saudade dos familiares. E por último nosso querido amigo Jean que participou de dois eventos muito importantes na cidade. O show do Kyuss Lives!, acompanhado do Julio… (não faz meu estilo) mas os dois voltaram muito felizes. E o outro, tão esperado por mim, o show do Pearl Jam, que poderíamos assistir milhões de vezes e sempre nos emocionarmos. O mais engraçado de assistir show na argentina é escutar eles acompanhando os riffs com oOoOoOoOoOo. Em questão de público os argentinos estão de parabéns pela empolgação.

 

João, Ricardo e Julio no Jardim Japonês! Matando saudades da família!

 

Julio e Jean falando de música! Matando a saudade dos amigos!

 

Sem palavras! Não vou chorar.... não vou chorar!

 

Mas nem tudo são flores para nossos ouvidos. Certo dia resolvemos sair para curtir um cover de Nirvana, num bar underground (isso geralmente significa um bar sujo, caro, escuro, com donos sequelados e um atendimento completamente inexperiente, a única vantagem desse ambiente é ter a oportunidade de ouvir boas bandas de rock de garagem) chegando lá tinha um sujeito com o cabelo alisado e descolorido, calça rasgada e camiseta do Nirvana, supomos que ele seria da banda. A primeira banda tocou um stoner rock em espanhol, muito bem tocado, ficou interessante. Quando sobe a banda cover de Nirvana, o sujeito o qual nos referimos estava lá, era o vocalista e guitarrista, a sua guitarra era estilo Lenny Kravitz e brilhava, pode parecer preconceito, mas pela guitarra não esperávamos muito. A banda começa, esse sujeito solta o cabelo pra fazer mala de roqueiro descolado, mas o cara simplesmente não sabe tocar nem cantar, caí num acesso de riso, nosso dinheiro da entrada foi pro ralo, no início da segunda música já estávamos desesperados com tamanha desafinação e falta de sintonia da banda. Não aguentamos, tivemos que sair dali, nossos ouvidos não são penicos. Foi definitivamente a pior banda cover que já assistimos.

Tem muitas opções de passeios na cidade, adoramos muito passear por Puerto Madero, tem diversos prédios modernos de grandes empresas, um ambiente arrojado, organizado, com lindos parques e diversas opções de bares e restaurantes. Não deixe de visitar o museu Amalia que tem lindas obras e uma infraestrutura de museu alto nível, acho que foi um dos museus que mais nos identificamos até agora, o mais caro também, mas vale a pena. No canal tem dois navios museus atracados que estão disponíveis para que você possa conhecer e desfrutar de muitas histórias em suas expedições. Na ponte da mulher é interessante andar olhando para cima, dá sensação que ela está em movimento. Na avenida que dá pro lado do rio, você vai sentir um delicioso cheirinho de churrasco, onde estão vários barzinhos que servem choripan e parrilladas, mas não se arrisque, a não ser que você goste de comer onde os pombos comem, aí tudo bem… antes do público chegar, as comidas ficam expostas em mesas onde os pombos petiscam um pouquinho para testar se o sabor está bom, ahhh… o que estou dizendo? Se eles sobrevivem, vocês também sobreviverão!!!! huahauaua!!!

 

Um pouco da arte de Gabriel Fernandez, com "Abuelito".

 

Se você estiver com vontade de comer uma deliciosa comida Made in China, Bairro Chino tem. Basta ir para Belgrano.

Tem uma rua que quase não se comenta nos guias, fica no bairro Abastos, lá você vai encontrar algumas casas com pinturas tradicionais, vale a pena conferir. Lá tem também um antigo mercado que foi transformado em um shopping muito bonito e com uma excelente praça de alimentação.

 

Julio em Abastos, o lar do tango e de Carlos Gardel

 

Casinhas pintadas em Abastos

 

Muitos turistas vão até o Congresso, tiram fotos e se esquecem de conhecê-lo. A visita ao congresso é guiada e gratuita. É um momento excelente para conhecer um pouco sobre a história da política argentina e, provavelmente, você encontrará um guia muito agradável para conversar que fará com que um simples passeio vire uma aula de história com fatos muito curiosos.

 

O imponente Congresso Nacional

 

Cachorros sendo "passeados" na praça do Congresso

 

Se você quiser conhecer o Teatro Colon, oportunidades não vão faltar. Com muito pouco você poderá assistir obras grandiosas, pois os ingressos estão disponíveis para todos os bolsos. Por exemplo, fomos assistir a ópera Fedra e os ingressos custavam de 300 pesos a 20 pesos, não preciso nem dizer quanto pagamos eheheh, o Julio achou terrível e queria os 20 pesos dele de volta. O Colon é um dos melhores teatros do mundo, têm excelente acústica e uma arquitetura incrível. O melhor é conhecer assistindo alguma apresentação, e o melhor de tudo é que você não precisa pagar caro pra isso, cultura aqui não é só pra quem pode. Para nós, isso foi fantástico… cadê o incentivo à cultura no Brasil?? Nesse lado a Argentina deu um baile.

Para quem gosta de rosas, é imperdível o roseiral de Palermo, nunca havíamos visto tantas rosas tão bem cultivadas em um único lugar, diversas espécies e perfumes, para uma apaixonada por flores como eu é um encanto para os olhos e nariz. E para casais, um romântico lugar para passeio. Homens, fica a dica para melhorar o humor de qualquer mulher.

 

Rosas em Palermo

 

João e Hanna no Rosedal

 

Outra ótima opção na região é visitar o Jardim Japonês. Fizemos a visita com o João e o Ricardo. Foi muito divertido, pois naquele mesmo dia tinha festival de mangá e anime com vários adolescentes vestidos como seus personagens favoritos.

 

Goku vs. Scorpion.... pra mim o Goku leva frouxo!

 

Malba, maravilhoso Malba. Muita arte, e você ainda tem a oportunidade de ver o auto retrato de Frida Kahlo e um autêntico Tarsilla Amaral. Ainda tivemos a sorte de ver bem próximo a super ex top model Cindy Crawford, que óbvio se não nos dissessem quem era nunca íamos adivinhar, a tv e produção fazem milagres.

O Caminito te rende fotos muito coloridas e aos domingos, se tiver sorte, você pega uma apresentação de teatro de rua. Um local turístico muito alegre, com barraquinhas de artesanato, muitas apresentações de tango e museu ao ar livre.

 

Hanna e as casinhas pintadas do Caminito

 

Hanna e a boneca ruiva, em algum museu no Caminito

 

Feira de Matadeiro fica um pouco distante do centro, mas vale a pena o passeio, tem cheiro bom de comida de barraquinhas, tem doces e compotas, tem tango e queijos, tem artesanato e chimarrão, tem muitos argentinos e poucos turistas para conhecer um pouco melhor suas tradições.

Se você gosta de sentir cheiro de cocô de gato, vá ao cemitério da Recoleta, e visite o túmulo de várias personalidades. Se você gosta de manifestações vá à casa rosada, sempre vai ter alguma pra você participar. Se você gosta de discução está no lugar certo, aqui os portenhos são ou 8 ou 80. Muito educados ou muito grosseiros. Esperamos que você tenha sorte.

 

Flor carnívora da Recoleta, tentando comer um aviãozinho

 

A comida da cidade não nos impressionou, ainda não vimos nada de especial com relação a carne argentina, talvez por ser a capital e por ser mais dedicado a culinária internacional do que local. Os preços são muito bons, em comparação à Floripa mesmo são ótimos. Mas foi saindo de BA, em direção à Península Valdés que sentimos o verdadeiro sabor da deliciosa carne Argentina. Num desses simples restaurantes de beira de estrada. Sem palavras para descrever a maciez e o sabor da carne. E o preço melhor ainda. Nada como mudar um pouco… depois de 30 dias foi bom descobrir novos bons ares.

 

 

Norte da Argentina

Norte da Argentina, 8 a 13 de outubro de 2011

Entramos na Argentina por Clorinda. Lembrete: na fronteira sempre peça para te darem todos os documentos, pois eles vão sonegar as informações o máximo que puderem para que você se ferre. Peça carimbo no passaporte, comprovante para o carro e pergunte se realmente não falta nada! Fomos em direção a Corrientes e, nos muitos quilômetros de estrada fomos parados muitas vezes por policiais, o atraso com essas paradas nos deixou muito cansados e tivemos que parar para dormir no caminho. Sentimos-nos como um parasita mal visto no país.

É bem provável que policiais tentarão te extorquir no Paraguai e Argentina. Caros viajantes, não dêem em hipótese alguma dinheiro a esses policiais corruptos, sabemos que às vezes é chato o tempo que eles nos fazem perder, mas se você tem certeza de que está munido de todos os comprovantes e equipamentos necessários para viajar, eles não vão poder fazer nada contra você. Em ultimo caso peçam a multa, que não é paga na hora, ela deverá vir pelo correio, ou ele entregará um boleto de cobrança. Esta é uma das melhores saídas, eles evitam dar a multa, pois terão medo que você os denuncie, pois em geral eles vão encontrar motivos que não existem na lei, e a multa fica inviável de ser descrita de acordo com o que eles pedem. Mas nunca dêem dinheiro, com isso você estará colaborando para que essas extorsões tenham sucesso. Tenham também sempre a mãos o número do consulado ou embaixada para consultar sobre tais procedimentos, isso ajuda a intimidar. Duas situações práticas que passamos: disseram que era proibido ter a barraca automotiva na Argentina, depois pediram um documento de licenciamento, só que no modelo argentino, alegando que o brasileiro não era valido. Pura besteira! Os únicos policiais que nos sentimos realmente seguros são os da gernendaria nacional, vestem roupa verde. Os outros, de vestes azuis, fiquem atentos.

Depois de rodar, rodar e rodar procurando por um hotel com preços acessíveis, decidimos dormir num posto de combustível. Foi uma das melhores idéias que tivemos, gratuito e com banho quente, coisa que já estávamos com saudades, pois a maioria dos campings esquecem deste pequeno detalhe. Durante o nosso sono tranquilo, fomos despertados pela maior tempestade que tivemos na viajem, ficamos contando os segundos para ver se os raios não estavam próximos de nossas cabeças, afinal, quando se dorme em uma barraca em cima do carro, você acaba se sentindo muito mais exposto nessas situações. Fora os clarões da noite, nos sentimos seguros dormindo em meio a muitos caminhoneiros.

Hotel 5 estrelas

Em Salta, nos surpreendemos, achamos que a cidade era um pouco menor, e que não haveria tanta pobreza. Tinha um morro muito peculiar que estava bem seco e no por do sol parecia um morro de pentelhos… hehehe muito engraçado. Tivemos uma parada rápida no shopping da cidade. Motivo: estacionamento seguro, caixas automaticas e comida com higiene. E para nossa sorte, encontramos um restaurante de cozinha andina. Que DELICIA, dava vontade de ficar por lá uma semana para poder experimentar todos os pratos e sobremesas. Como tínhamos pouco tempo nesta região resolvemos pular a parte dos monumentos históricos e museus para seguir direto para a região de Jujuy.

Salta vista de cima

Viagem linda em meio as montanhas, no caminho montanhas verdes cobertas por matas começam a ter uma vegetação mais escassa até que expõem somente as rochas. Rochas de várias formas e cores. Para cada canto que se olha dá vontade de parar para tirar fotos. A paisagem exuberante é recortada por um rio seco, com um pequeno filete de água no meio.

Fomos direto a Humahuaca, uma cidade pequena e muito agradável com muitas lojinhas de artesanato e roupas andinas. No centro tem uma grande escadaria que leva ao monumento a independência, lá em cima o visual da cidade se mescla com o visual das montanhas rochosas dos andes.

Comercio de Humahuaca

Vista do monumento

Florzinha do cactos

Vista do outro lado

Dormimos em Tilcara que parecia ser uma cidade muito pobre, tudo com cor de areia, e parecia difícil encontrar um lugar para se comer. Grande engano, a noite você parece estar em outra cidade, um lugar com muitos bares e restaurantes bem arrojados, feiras coloridas, música ao vivo e o delicioso cheiro de comida andina.

Em Tilcara pode-se encontrar o monumento mais interessante da região, o Pucara, que são ruínas de uma fortaleza criada pelas civilizações pré-hispânicas. A pirâmide principal foi construída a pouco tempo em homenagem a um arqueólogo, porém as ruínas ao redor e a floresta de cactos gigantes em meio as montanhas tornam a paisagem pitoresca em algo fenomenal, ou como a Hanna fala: fodástica. Aqui nós realmente perdemos o fôlego, e não foi só por causa da altitude. Vimos muitos cactos gigantes, de até mais ou menos 5 metros de altura.

Pucara

Ruínas em Tilcara

Cactos gigantes!!

Bom, pela dificuldade de expressar tamanha beleza em palavras, segue mais algumas fotos da região.

 

Perigo nenhum... quedinha de 200 metros...

Hanna na linha do Trópico de Capricórnio

Até os cactos curtem rock!!!

Concepcion

Concepción, 5 a 7 de outubro de 2011.

Era fim do dia quando chegamos à cidade e o termômetro marcava 39 graus. A cidade é pequena e fizemos um passeio curto para conhecer os principais pontos turísticos e seguimos para mais um paraíso perdido no Paraguai. Chama-se Rancho El Roble, quem tiver interesse de conhecer: http://www.paraguay.ch/ Fomos recebidos por um alemão muitíssimo divertido, Peter. O rancho é uma surpresa a cada passo. Eles têm piscina com água corrente, quadra de futebol/vôlei, mesa de ping pong, muitos aquários com vários tipos de peixe, uma piscina, um bugio muito simpático, uma sucuri e uma natureza exuberante.

 

Sucuri de estimação

 

A molecada e Dodo. Photo by Martin

 

Para os que têm problemas de aracnofobia, não é aconselhável. Mas para os que apreciam a natureza com todas as suas belezas, terá a oportunidade de conhecer teias de aranhas gigantes, tipo 5 x 4 metros, uma linda arquitetura da natureza, sendo que à noite pode-se observar um exercito de aranhinhas trabalhando sem parar para reparar a construção. Aqui a natureza está em harmonia com os seres humanos. O casal tem três filhos muito inteligentes, as crianças falam 4 idiomas diferentes, inglês, alemão, espanhol e guarani. Não tem como não se encantar. O Rancho é muito conhecido entre os europeus, americanos e canadenses, pena que no Brasil ainda é desconhecido.

 

Rancho El Roble

 

Agora a minha parte favorita desse paraíso, a comida. Quase todos os alimentos que eles servem são produzidos pelo rancho e a mãe dos garotos tem mãos de fada. Vimos sair uma fornada de pães caseiros com massa integral, saboroso e fofinho. Comemos filé de peixe fresco criado por eles. As geléias, manteigas, queijos, são todos caseiros, o doce de leite deles para nós foi um dos melhores que já comemos. O leite vem das vacas criadas lá que possuem nomes de presidentes, fomos visitar a vaca Bush e Lugo. Partimos com a sensação de que poderíamos ter ficado um pouquinho mais e com a intenção de voltar com certeza. Deixamos Catarina em Asuncion e seguimos para Salta, Argentina.

 

Prova de que lá só se como peixe fresquinho...

Cerro Cora

Cerro Cora, 4 a 5 de outubro de 2011.

Martin e Catarina seguiram viagem conosco para Concepcion, no caminho encontramos lindas paisagens de rochedos enormes no meio dos campos e lembramos que próximo dali tinha o Parque Nacional de Cerro Cora. Pensamos em ficar ali para conhecer, pois tinha uma área para camping. O parque não tem uma boa estrutura, o que nos fez gostar muito, pois acampamos em uma clareira em que a única luz que se via era a da lua e da fogueira. Curtimos algumas cervejas, o Julio no violão, e o som de todos os animais que estavam ao nosso redor, sabe-se lá que tipo. Aproveitamos todos para contar as historias de nossas vidas e o que nos levou até aquele lugar um tanto inóspito. Foi uma noite muito agradável.

 

Parada no caminho de Cerro Cora

 

No dia seguinte fomos fazer a trilha para conhecer o Cerro Cora. Era pra ser em torno de 5 km, uma trilha bem curta, plana e aparentemente sem nenhuma dificuldade, se não fosse o sol escaldante e um calor de 40 graus. Parecia que cada passo era uma eternidade, cada gota de água que tínhamos no corpo estava evaporando. E por fim chegamos ao fim da trilha… no asfalto. Simplesmente não encontramos o mirante. Estávamos sem muitas energias para pensar em voltar e a uns 4 km da entrada do parque. Pegamos uma carona. Os caroneiros paraguaios se surpreenderam de estarmos aqui fazendo turismo em seu país. Um deles, muito cômico, não parava de rir por estarmos achando a região bonita. Como dizia Leonardo da Vinci, a beleza está nos olhos de quem vê.

 

Linda surpresa na trilha!

 

A procura dos cerros

Laguna Blanca

Laguna Blanca, 2 a 4 de outubro de 2011.

Catarina seguiu viajem conosco para Laguna Blanca. Descobrimos este lugar em um folder que ganhamos em Itaipu. Tinha uma foto bem pequena, olhamos e dissemos: “Temos que ir neste lugar… onde fica?” Acho que a melhor forma de descobrir os melhores lugares de um país é perguntando aos locais.

Chegamos então naquele pedaço de paraíso no entardecer. Areia branca, sol dourado e águas cristalinas. Tiramos os sapatos e sentimos a água morna da lagoa. Conhecemos Laura, uma alemã e Martin, um tcheco, as duas únicas pessoas que estavam no camping.

 

Hmmmm que romântico

 

Durante a noite tivemos a companhia de um sapo gigante de gordo que apelidamos de Don Ramón. Para quem não sabe, Don Ramón é o Seu Madruga do Chaves! Ahn ahn…. sacou?  Divertimo-nos muito dando insetos para ele comer. Foram mais de dez incluindo uma cigarra enorme.

 

Don Ramon e eu

 

No dia seguinte era para seguirmos viajem, mas estava tão bom que decidimos ficar uma noite mais. Durante o dia a água fica num tom azul maravilhoso. Passeamos de caiaque, pedalinho, mergulhamos de snorquel e ficamos horas apreciando a paisagem. Um dia pra lá de zen.

 

Laguna Blanca

 

Asuncion

Asunción, 29 e 30 de setembro e 1° de outubro de 2011.

No caminho para Asunción, paramos para comer chipa, que é um tipo de pão de queijo com milho, muito gostoso e muito comum aqui no Paraguai. Alguns Têm em formato de rosca, bolinhos pequenos e bolinhos maiores recheados com queijo, carne e outros. Em Asución ficamos na casa do Ever através do couch surfing, um host muito querido. Ele gosta muito de viajar e adora o povo e a música brasileira. A família dele é muito acolhedora e gostam muito de animais. Eles tem 3 cachorros, 1 papagaio e um cervo (veadinho tipo o Bambi) de 3 meses. É a primeira vez que conheço um cervo, cheguei a dar leite, muito fofo e carinhoso.

 

Hanna e Buffalo, o bambi

 

Lá encontramos mais uma couch, Katrzena (tradução, Catarina), uma polaca muito querida. Pelo visto temos muita sintonia com os polacos. Fomos os três visitar a cidade (Eu, Júlio e Catarina) conhecer os museus e prédios históricos. Asunción, como Ciudad del Este tem muito comércio, porém a cidade é mais organizada. Quando estávamos em frente à catedral da cidade, que estava fechada, um morador da cidade, nos vendo de baixo daquele sol do meio dia com cara de turista, veio nos oferecer ajuda, pois parecíamos um pouco perdidos. Muito simpático, ele tinha uma amiga polonesa e nos convidou para encontrá-los em um bar mais à noite.

 

Palácio do Governo

 

Casa do Gnral. Lopez no Jardim Botânico

 

Fomos então ao Britania Pub e lá encontrados uma turma muito divertida que nos deram muitas dicas de lugares para visitar. O bar é grande e muito legal, bem movimentado, boa música (finalmente), e ótimas companhias que curtem rock e quadrinhos, ficamos impressionados com o projeto que um deles fez das garras do Wolverine, não era adamantium, mas ficou muito parecido. Depois voltamos a este mesmo bar com a Catarina e o Martin (um Tcheco que conhecemos mais tarde). Era noite de Oktoberfest e tinha muita cerveja e comida alema.

 

Martin e Katrzena bebendo no Britania Pub

 

Pegamos um dia de chuva em Asunción, até tentamos passear, mas a cidade vira um verdadeiro rio em alguns pontos e decidimos parar um pouco. Aproveitamos para apreciar um pouco mais da culinária paraguaia. Hummmmmmmm, a sopa paraguaia (que tá mais para um suflê) é muito saborosa, é um tipo de massa de milho bem fofinha e molhadinha com recheio de queijo ou carne. Comemos acompanhados de frango assado na lenha com a pele bem crocante.

Na última noite aproveitamos para conhecer um pouco das baladas da cidade. Na região de  Villa Morra tem muitos bares, restaurantes e discotecas de altíssimo nível. O pessoal da cidade realmente gosta de uma vida noturna. Tem pra todos os gostos e bolsos. Assistimos uma banda em um pub com clássicos do rock que foi uma das mais divertidas que já vimos, o vocalista era um verdadeiro imitador de vocais. O mais divertido era ver o vocalista, com olhos puxadinhos, bem mesclado com sangue indígena cantando… “Hiiiiighway to Hell” todo empolgado!! Muito bom.

Misiones

Misiones Paraguayas, 27 a 29 de setembro de 2011

Seguimos em direção às missões jesuítas paraguaias, no caminho nos surpreendemos ao pedir informações, parecíamos estar no Brasil. O Paraguai tem mais de 300 mil brasileiros e que em algumas regiões chegam a ser 95% da população. Tem um brasileiro fazendeiro aqui muito suspeito, é difícil um paraguaio que não conheça, dizem que ele é uma das pessoas mais ricas do país e possui muitas terras, mas quando chegou não tinha nada. Ou é um visionário muito inteligente ou um baita de um safado. Na região onde paramos para almoçar, nos disseram que era melhor que não estivéssemos ali no dia seguinte, pois teria uma grande revolução. O governo iria fazer medição de terras, justamente onde esse brasileiro tem posse da grande maioria. Claro que o risco para muitos proprietários era grande e os moradores da região não queriam que essas medições fossem feitas. Digamos que na medição o teu lote comece na metade onde já existem construções e termine na metade do vizinho, isso traria muitos problemas, os vizinhos todos teriam que renegociar as propriedades. Com isso todos os moradores estavam protestando e muitos policiais estariam na região. Nos jornais passou um pouco da notícia, dos conflitos, mas acredito que não tiveram mortes.

As missões do Paraguai são as mais bem conservadas de todas as que vimos, tem até uma cripta para visitar em Trinidad além de uma torre, a qual foi reformada pelos alemães, aparentemente tem muitos alemães no Paraguai. As missões de Jesus de Tavarangué têm um paredão enorme de pedra e parte da sua estrutura foi refeita.

 

Misiones de Trinidad

 

Hanna de Arqueologa

 

A Hanna na cripta.... uuhhhhaaauhaaaa

 

Ficamos no Parque Manantial, um verdadeiro paraíso com muitas trilhas, passeios de aventura, piscinas e uma fonte maravilhosa de água puríssima e fresca. A fonte fornece mais ou menos 17 mil litros ao dia, que abastece a piscina e provavelmente o resto do rancho. A estrutura de todo o parque é muito boa, com banheiros grandes, churrasqueiras, bar e restaurante. Os donos ficaram surpresos, pois éramos os segundos brasileiros que estiveram no camping em 5 anos. Ele tem um livro com muitíssimos viajantes que passaram por ali. Disse que o publico que mais recebe são alemães e holandeses. Bem que percebi que a estrutura estava muito parecida com a estrutura que encontramos nos campings da Europa. Inclusive a churrasqueira que achamos excelentes, muito comum de se encontrar na França. É uma grelha pendurada por uma roldana que sobe e desce de acordo com o calor que se necessita. Os donos do parque, além de muito atenciosos, sempre dão um apoio ao turista que estão viajando pelo Paraguai, o que nos deu muito segurança. Disseram que qualquer problema que tivéssemos dentro do país, poderíamos ligar que em 15 minutos eles nos ajudariam a resolver.

 

Parque - Camping Manantial

Refúgio Tati Yupi e Reserva Itabó

Refugio Tati Yupi e Reserva Itabo, 25 a 27 de setembro de 2011.

Entramos no Paraguai pela Ciudad del Este, cruzamos a ponte da amizade, tão conhecida pelo trânsito de pessoas que viajam a este polo das compras. Na fronteira, ninguém pediu documentação e nem entregaram qualquer comprovante que validasse a nossa entrada, simplesmente pediram pra seguir. Grande erro nosso não ter exigido o documento. Chegando na cidade, fomos recepcionados por uma onda de flanelinhas que se jogavam na frente do carro para nos garantir uma vaga. Infelizmente para eles, estávamos apenas de passagem em direção ao Refugio de Tati Yupi. Encontramos este refúgio ecológico em sites de mochileiros na internet, pois nenhum guia que temos possui tais informações. Descobrimos que este local é um ponto de camping muito bem estruturado e o melhor, gratuito.

 

 

Antes de ir ao Refugio, tivemos que parar para pedir autorização no departamento de meio ambiente da usina do Itaipu. Lá dentro tem um Museu da História do Paraguai. Aproveitamos para visitar o museu, que é gratuito e possui conteúdo histórico muito interessante, além da própria estrutura. Ao lado do museu tem também um zoológico. Esse me deu arrepios, pois tinham muitos pumas e um deles estava muito irritado, dava pra sentir a fúria desse grandioso animal de estar ali enjaulado… Passamos direto.

 

Museu do Guarani

 

Quando chegamos para pedir autorização, descobrimos que infelizmente não existe mais espaço para camping no refúgio e que agora a visitação é restrita para utilização do espaço apenas durante o dia. Mas, descobrimos que havia um outro local muito interessante para se visitar e pernoitar, a Reserva de Itabo. Todas essas estruturas são administradas pela Itaipu.

Pegamos autorização para conhecer o refugio e a reserva. Aproveitamos para fazer uma breve parada no refugio e fazer um delicioso almoço caseirinho. Tinham muitos visitantes fazendo a mesma coisa. O bom é que lá dentro não pode ingerir bebida alcoólica e nem ouvir músicas em volume alto. Não que não gostemos das duas coisas, muito pelo contrário, mas isso com certeza evita de ter que aturar alguns malas, o que torna um clima muito sereno. Muitas famílias reunidas e grupos de jovens se divertiam jogando bola, crianças brincando no parquinho e soltando pipa. Um clima que, além de agradável, tinha um ambiente com ótima estrutura. Banheiros limpos e grandes, churrasqueiras com pia, passeios guiados, mirador, gramado delicioso para se deitar na sombra de grandes árvores.

 

Muita fome!!!

 

A reserva de Itabo fica a mais ou menos 45km dali se for pela estrada do interior. São diversos campos até a chegada. O Paraguai vive praticamente da agricultura, então o que não vai faltar são campos e mais campos para de apreciar. A terra é um barro quase que da cor bordô.  Quando chegamos à reserva ficamos bobos com o local maravilhoso à beira da represa. Avistamos um gramado enorme muito bem cuidado e algumas casas de tijolo à vista, cada casa com sua função. Tem o escritório, restaurante, casa dos vigilantes, entre outras. Tem também quadras de futebol, vôlei, mesa de sinuca e o melhor de tudo, uma casa enorme com varias suítes grandes onde podíamos escolher a que quiséssemos. Todos os quartos tinham ar condicionado. Uma sala grande com lareira, uma cozinha coletiva enorme e só nós ali para desfrutar daquele paraíso.

 

Ótima estrutura... e de "grátis"!

 

Paisagem bonita não falta em Itabó.

 

A única desvantagem é que não podíamos fazer as trilhas desacompanhados. Mas, durante o dia sempre tem um guia a disposição para acompanhar o visitante. A reserva tem aproximadamente 15000 hectares. Dizem que tem o risco de ter caçadores que invadem a reserva, por isso o guia vai bem armado para a trilha. Contém trilhas de 20 km com pequenas quedas de água e mata muito bem preservadas, além da própria represa.

 

Guia "preparado" para a trilha! Medo de pumas e caçadores...

 

Não conseguimos achar muitos animais na trilha para tirar fotos, mas tem um pássaro na região que demorei para conseguir pegar nas fotos, era sempre muito tímido. Eis que descobri que do lado da casa onde estávamos tinha uma grande árvore com vários ninhos desse pássaro. O canto dele era muito cômico, tinha horas que ele parecia estar rindo.

 

Nossos vizinhos!

 

Achamos todos os paraguaios ali da região muito simpáticos. Não havia um que não cumprimentasse com um sorriso e perguntasse se estava tudo bem. Ficamos surpresos com o Paraguai. Pensamos se no Brasil encontraríamos alguma estrutura do mesmo porte aberta a população. Será que existe? Alguém ai conhece?

Puerto Iguazu – Cataratas

Puerto Iguazu, 23 a 25 de setembro de 2011.

Já conhecíamos as Cataratas do Iguaçú do lado brasileiro, mas resolvemos apreciar pelo lado do nosso vizinho. Antes procuramos um camping, o primeiro que encontramos era um pouco caro para nós, mas muito bem estruturado. Resolvemos dar mais uma olhada para ver se achávamos algo mais em conta, rodamos, vimos dois que estavam no estado em que não teríamos nem coragem de usar o banheiro. Um deles era onde ficavam alguns artesões e hippies. É uma pena que eles tenham que frequentar um espaço tão inadequado para sobreviver. Resolvemos voltar para a primeira opção. Afinal não encontramos mais nenhuma. O Complejo Americano tem uma boa estrutura com piscina, internet, churrasqueira e o melhor de tudo e mais importante, banheiro com água quente e tinha até bidê.

A entrada para o parque é de R$40,00 para os cidadões do MERCOSUL e o estacionamento R$12,00. O parque, também muito bem estruturado, dispõe de monóculos gratuitos para melhor apreciação. Tem um trem a cada meia hora que leva aos principais pontos. Aconselhamos a ir a pé, pois os trajetos são curtos e você terá mais tempo para apreciar o trajeto. O visual é daquele que te deixa meio boba com tamanha grandiosidade e força da natureza.

Hanna na garganta del diablo

Chegue à beirada da garganta do diabo, tome um banho com o vapor da água trazida pelo vento, aprecie o arco íris que sempre muda de direção, passe o dia, veja o sol mudar de direção e tire foto de todos os ângulos possíveis. Olhe para baixo e veja a altura, os milhares de pássaros que sobrevoam próximo das quedas. Calangos e mais calangos desfilam pelas pedras e arvores, se você ficar parado com certeza eles ficarão bem próximos.

Sem palavras

O nível da água estava um pouco alto, mas a cor estava boa. Tem algumas fotos que você pode observar nas trilhas, que acompanham a evolução da coloração, e o impacto que o desmatamento das margens do rio esta causando. A diferença é gritante. Espero que as próximas gerações ainda consigam apreciar as cataratas sem que ela pareça um mar de lama.

Grandioso

A natureza rica do parque te dá a oportunidade de ver diversos animais nas trilhas, são muitos pássaros coloridos, macaquinhos, lagartos, quatis abusados que tentam roubar o lanche dos turistas. Mesmo com avisos por todos os lados para não dar alimento aos animais, alguns turistas que certamente não sabem ler, dão comida aos bichinhos achando que estão fazendo caridade.

Um espetáculo da natureza

Não deixe de fazer todos os percursos, pois cada um tem sua surpresa. No fim do dia com certeza você estará exausto, mas se sentindo muito relaxado. Existe uma campanha incentivando para que as Cataratas do Iguaçu sejam consideradas uma das maravilhas mundiais. A votação pode ser feita pela internet. Quem quiser votar, por favor, acessar o site: www.votecataratas.com

Nós já votamos!!!!1

Posadas

Posadas, 22 e 23 de setembro de 2011.

Passamos a fronteira muito tranquilos em direção a Posadas. Pegamos a ruta 14, uma das mais conhecidas pelos viajantes como a rota das extorsões. Os policiais estavam sempre lá, trabalhando, olhando os carros um a um. Ou tivemos muita sorte ou esse papo de extorsão foi exterminada. Seguimos em direção a Posadas, a cidade mais próxima das Missões Jesuítas argentinas. Lá ficamos num camping muito bem estruturado. Quando fomos jantar, o primeiro atendimento que tivemos na Argentina foi algo fora de sério. Deveriam existir clones do garçom Eduardo. Que educação e simpatia. Pena que com os adolescentes não foi a mesma coisa. Às 6 da madrugada resolveram nos acordar com uma música horrorosa que é moda por aqui. Prefiro não comentar o estilo para não ofender, mas  um dos piores estilos de musica que já ouvimos. Alguns argentinos já nos haviam nos alertado sobre essa moda. Mas tudo bem, aproveitamos para levantar acampamento e chegar cedinho nas missões.

 

Igreja da Missão de San Ignácio

 

Redução de San Ignácio

 

O ingresso é de R$20,00 para cidadãos do MERCOSUL, e vale para todas as outras reduções pelo período de 15 dias. Fomos direto ao Reduto de San Inácio, já que é a mais bem preservada. Diferente do Brasil, a igreja está em piores condições, porém todas as estruturas ao redor estão muito mais bem preservadas.

 

Casas dos Indigenas

 

Dá pra se ter melhor uma noção das casas da época. Tem ainda alguns vestígios da arquitetura. Durante o passeio pelo reduto tem varias explicações sobre cada construção que se encontra ali. É uma combinação maravilhosa de pedras e natureza mesclada com muita historia.

 

Calango

 

Mesmo assim é triste ver os indígenas ao redor do reduto vendendo artesanato, crianças pedindo dinheiro, e jovens tentando ganhar um troco como flanelinhas. Nem vivem inseridos na urbanização e nem vivem como os seus ancestrais, estão apenas tentando sobreviver na nossa selva de pedras.